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AULA ABERTA - Etnicidade e Nacionalidade em Fronteiras Internacionais: Os Povos Indígenas Macuxi e Wapichana na fronteira Brasil-Guiana

  • Publicado: Terça, 08 de Junho de 2021, 14h18

 

 

A disciplina “Antropologia da cultura e da etnicidade: Diálogos com o Meio Ambiente” promove a Aula Aberta “Etnicidade e Nacionalidade em Fronteiras Internacionais: Os Povos Indígenas Macuxi e Wapichana na fronteira Brasil-Guiana”, com o professor Stephen G. Baines, do PPGAS da UNB, no dia 21 de junho de 2021 às 16h00 (Manaus) e 17h00 (Brasília), no canal da revista Wamon no youtube. O debate ficará a cargo do professor João Pacheco de Oliveira, do PPGAS do Museu Nacional (UFRJ), com a mediação da professora Priscila Faulhaber (MAST/UNIRIO-PPGAS/UFAM).

A disciplina é ministrada nos Programas de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS/UFAM) e Pós-Graduação em Museologia e Patrimônio (PPGPMUS/UNIRIO-MAST), respectivamente, no âmbito de Tópicos Especiais em Antropologia e Seminário de Pesquisa em Museologia e Patrimônio III, ministrada pelas professoras Priscila Faulhaber e Deusana Machado.

A organização do evento é da professora Priscila Faulhaber e da doutoranda Fernanda Silva, do PPGAS/UFAM.

 

A seguir o resumo da aula, disponibilizado pelo Prof. Dr. Stephen Baines:

O trabalho se baseia em pesquisas realizadas entre os povos indígenas Macuxi (família linguística caribe) e Wapichana (tronco linguístico aruaque) ao longo da fronteira Brasil-Guiana, desde 2001, e com indígenas encarcerados nas penitenciárias de Boa Vista. Seguimos o professor Roberto Cardoso de Oliveira, que afirma que em casos de etnias localizadas em fronteiras entre Estados nacionais, o que “surge como um poderoso determinador social, político e cultural [...] passa a ser a nacionalidade dos agentes sociais; é quando nacionalidade e etnicidade se interseccionam (...). E é exatamente esse espaço ocupado pela nacionalidade que tende a se internacionalizar, graças ao processo de transnacionalização que nele tem lugar (CARDOSO DE OLIVEIRA, 2005, p.14 -15). Um fato histórico fundamental para entender a situação desta região de fronteira é a consolidação do movimento político indígena desde a década de 1970. O fortalecimento de organizações indígenas como o Conselho Indígena de Roraima (CIR), no Brasil, e a Amerindian Peoples Association (APA) na Guiana, resultou na plena visibilização política dos povos indígenas de Roraima e das Regiões 8 e 9 da Guiana e a luta para a efetivação dos seus direitos. Nas comunidades indígenas em ambos os lados dessa fronteira, há uma inquietação com as consequências da construção da ponte sobre o rio Tacutu, inaugurada em setembro de 2009, que liga as cidades fronteiriças de Bonfim no Brasil e Lethem na Guiana, e o planejado asfaltamento da estrada que liga Lethem à capital Georgetown, visando o escoamento de produtos agrícolas como a soja, e minérios, pelo Atlântico, uma das metas da Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana - IIRSA. As medidas governamentais que visam acelerar o crescimento econômico com aumento da produção de soja e minérios são vistas como ameaças às suas terras tradicionais.

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