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PPGAS divulga: MOÇAO 32ª RBA - DIVERSIFICAR A (IN)FORMAÇÃO SOBRE AS ANTROPOLOGIAS MUNDIAIS DE PESQUISADORES ESTRANGEIROS E ESTUDANTES DE ANTROPOLOGIA

  • Publicado: Terça, 01 de Junho de 2021, 10h14
  • Última atualização em Terça, 01 de Junho de 2021, 10h14

MOÇAO 32ª RBA: DIVERSIFICAR A (IN)FORMAÇÃO SOBRE AS ANTROPOLOGIAS MUNDIAIS DE PESQUISADORES ESTRANGEIROS E ESTUDANTES DE ANTROPOLOGIA

 

Proponentes: Gustavo Lins Ribeiro (Universidade de Brasília), Carmen Rial (Universidade Federal de Santa Catarina).

Destinatários: Programas de Pós-Graduação em Antropologia do país, Conselho Mundial de Associações Antropológicas, União Internacional de Ciências Antropológicas e Etnológicas (IUAES), Associação Latino Americana de Antropologia, Associação Europeia de AntropolWenner-Gren Foundation for Anthropological Research (Nova Yorque), Fundação Ford (Rio de Janeiro e Nova Iorque), Comitê de Antropologias Mundiais da Associação Americana de Antropologia, Encarregado da área de Antropologia na National Science Foundation (NSF-EUA) e nas suas equivalentes no Reino Unido e na França.

 

Tendo em vista as trocas acadêmicas desiguais presentes internamente ao sistema acadêmico global e visando a um intercâmbio internacional mais horizontal, justo e solidário que diversifique e aumente a fertilização cruzada mundial, a Associação Brasileira de Antropologia postula as seguintes necessidades e conclama a todos os órgãos, agências e agentes intervenientes em situações envolvendo a pluralização do conhecimento antropológico internacional, a realizar o seguinte:

1. para evitar o extrativismo cognitivo:

  • financiar apenas os projetos de pesquisas a serem realizados no exterior que demonstrem claramente um conhecimento do trabalho produzido por acadêmicos locais citando a literatura na língua local sobre os assuntos pertinentes;
  • indicar a necessidade do envolvimento do pesquisador estrangeiro com a comunidade acadêmica do local onde se desenrolará a pesquisa por meio de sua presença em curso(s) de pós-graduaçao oferecidos no país em questão;
  • instruir claramente aos pesquisadores estrangeiros a considerarem os acadêmicos locais como parceiros e não como informantes, citando-os devidamente.

2. para aumentar a diversidade de conhecimento sobre as antropologias mundiais:

  • oferecer cursos de formação que espelhem a diversidade internacional da produção antropológica contemporânea, incluindo autores e tradições evitando o automatismo da reprodução de paradigmas hegemônicos controlados por alguns centros acadêmicos;
  • publicar em suas revistas artigos de antropólogos de diferentes países;
  • pluralizar a composição dos conselhos editoriais e de suas políticas considerando a diversidade das perspectivas, interesses e estilos internacionais.

 

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